Sabão Artesanal



Sabão natural: é mesmo seguro?

Encontrei esta informação no blog da Ana Caseiro Duarte (http://criacoescaseiras.blogspot.pt/) e achei-a tão importante e oportuna que decidi "importá-la" para aqui. Este blog tem sido uma fonte de inspiração para mim :)

"Um sabão (ou sabonete - sabão pequeno e perfumado para usar no banho) natural, feito com azeite e gorduras vegetais de qualidade é dos produtos mais seguros que existem para lavar, cuidar e nutrir a pele humana. Não contém químicos prejudiciais para a pele e para o meio ambiente, nem conservantes e são biodegradáveis. Além do mais, não são agressivos para a pele, deixando-a muito sedosa e equilibrada. São tão seguros, que são recomendados para a pele dos bebés (ex. sabonete de azeite, como o da fotografia) e para pessoas com problemas de pele e/ou peles sensíveis.

Quando falo que para fazer sabões naturais se utiliza soda caustica (hidróxido de sódio ou hidróxido de potássio), a reacção mais comum é a de pura desconfiança e um olhar de pânico. Como pode ser um produto seguro, se é feito com algo que é conhecido por ser altamente corrosivo e que causa queimaduras graves? Mas a verdade crua e dura é que sem soda caústica não existe sabão, mas é também verdade que num sabão pronto, bem formulado e devidamente curado, existe 0% de soda caústica. Refiro-me a sabões para a pele e não sabões de lavagens para a roupa e louça.

Quem faz sabão natural, sabe que uma das partes mais importantes de todo o processo é respeitar procedimentos, métodos de trabalho seguros e nunca facilitar, respeitar o tempo de cura e usar/criar formulas equilibradas. As receitas são formuladas ao mínimo pormenor, para serem balanceadas, equilibradas e terem o poder de lavagem, condicionamento e espuma que queremos que aquela barra particular tenha. Todos os ingredientes sejam líquidos ou sólidos são pesados em gramas, numa balança digital… é deste tipo de detalhe que falo!

Então como se faz sabão? O que é sabão?
Sabão é um sal (definição química), é um produto transformado, que resulta de um processo químico chamado de saponificação. O sabão resulta da junção de um ácido gordo (o azeite e outros óleos e manteigas) a uma base (hidróxido de sódio – soda caustica ou de potássio), a água (ou outro líquido) é o veículo usado para diluir a soda caustica. No final deste processo, temos um produto totalmente novo - o sabão! Este novo produto, depois de curado contém quimicamente 1 molécula de glicerina e 3 moléculas de sabão, e portanto zero partes de hidróxido de sódio, que entretanto foi neutralizado no processo - acho isto fenomenal!

O problema dos sabonetes de compra é que têm uma série de produtos/químicos que são prejudiciais para a pele e na verdade deveriam até chamar-se de detergentes para a pele…soa mal, eu sei!Mas a sua maioria já nem contém sabão…Há ainda aqueles que na embalagem indicam "natural" e "biológico" e quando se lê a legenda, até arrepia!

Faço os meus sabões pelo processo a frio, daí que necessitam de uma cura mínima de 4 semanas. São entregues somente após a cura e testados antes de chegarem às mãos de quem vai usar (não em animais!). Também não utilizo conservantes que não sejam naturais, nem corantes químicos e somente coloco aditivos naturais e óleos essenciais (não uso fragrâncias sintéticas), de preferência com qualidades terapêuticas, para incrementar as propriedades dos sabões.

Portanto, estes sabões são um produto natural e biodegradável e não contêm químicos prejudiciais para a saúde, nem para o meio ambiente. Sim, o sabão natural é seguro! Se foi utilizada uma fórmula equilibrada e se o sabão curou pelo tempo certo..."













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Conservação e utilização do sabão artesanal

Uma vez que o sabão artesanal é produzido sem conservantes industriais não é tão duradouro como os sabões e sabonetes industrializados. Assim, é aconselhável ter alguns cuidados para uma melhor conservação e durabilidade do sabão natural.
- Deve ser guardado num local fresco. longe da humidade e da luz directa do sol;
- Não deve ser deixado em contacto com a água do banho;
- As saboneteiras usadas devem deixar escoar a água para que o sabão não fique a absorver-la e se torne mole;
- O sabão deve ficar num local seco entre as várias utilizações;
- Se acontecer o sabão ficar esquecido em água e ficar mole, há solução: deve ser colocado a escorrer para sair o máximo de água ou apertado entre as mãos fazendo uma bola e logo colocado num sitio fresco e seco;
- Se ainda assim não der para recuperar o sabão ele pode ser colocado numa panelinha de inox em banho maria. De seguida junta-se água e vai-se mexendo até derreter. Junta-se mais alguma água, conforme a consistência que se pretende criar, e voilá temos sabão liquido natural.

(texto adaptado de http://saosabao.blogspot.pt)

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Ingredientes normalmente existentes em cosméticos e produtos de beleza 


Na confecção de sabão artesanal todos os ingredientes são escolhidos tendo em conta a sua pureza e natureza vegetal. Não é utilizado qualquer produto detergente ou que, após o processo de saponificação, possa trazer algum malefício à nossa pele e corpo.

« “A pele constitui o maior órgão do corpo humano. É um tecido vivo, que respira, que nos defende das agressões externas e absorve mais de metade do que nela colocamos, entrando na nossa circulação sanguínea. Os químicos sintéticos utilizados na maioria dos cosméticos, ao serem absorvidos, não são reconhecidos pelo nosso organismo. São substâncias com constituições químicas que o nosso corpo considera como desconhecidas, tratando-as como “estranhas”. O organismo vai, então, tentar eliminá-las, sobrecarregando os órgãos que desempenham esta função, como é o caso do fígado e dos rins. No entanto, estudos científicos comprovam que muitas destas substâncias permanecem no organismo, intoxicando-o, provocando distúrbios químicos e efeitos mutagénicos.”

A minha dica é, imprima esta imagem (acima) e guarde na carteira. Sempre que for comprar cosméticos aconselho-o/a a ler os rótulos e procurar estes ingredientes, se encontrar algum já sabe, e no caso dos produtos de supermercado irá encontrar uma série deles, são de evitar.

Espero que seja útil e que o/a ajude a fazer escolhas mais conscientes, o seu corpo agradece e o ambiente também. »

Texto retirado do sítio http://macroexotic.com/2012/09/20/ingredientes-a-evitar-nos-cosmeticos/


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O PROCESSO DE SAPONIFICAÇÃO

O processo que tenho seguido é o chamado "Cold Process". É um processo que permite produzir uma barra de sabão artesanal desde a sua base. Assim, sou eu que escolho as matérias primas permitindo-me produzir um sabão 100% vegetal e natural, de qualidade superior a qualquer outro produzido industrialmente. De facto, este é o processo que mais preserva as propriedades dos óleos vegetais porque não são submetidos a altas temperaturas. Esta é uma técnica muito antiga, conhecida e difundida pelo mundo inteiro por ser considerado um sabão seguro para uso próprio e doméstico. Este sabão é produzido a frio misturando gorduras e uma base alcalina que através de uma reacção química chamada de "saponificação" vai produz o sabão. Ou seja, no final, não existe mais gorduras nem base alcalina, mas sim sabão!

Durante a reacção química além do sabão é formada a glicerina que fica preservada conferindo propriedades benéficas ao sabão. A saponificação ocorre de modo gradual normalmente nas primeiras 48 horas. Depois pode-se proceder ao corte do sabão e aí é necessário aguardar cerca de 4 semanas deixando-se o sabão a curar. Nesta ultima fase qualquer resíduo da base alcalina e qualquer líquido vão-se evaporar. Depois deste período teremos um sabão de qualidade inigualável com propriedades excepcionais!




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As grandes diferenças entre o sabão artesanal e o industrial

Estava eu nas minhas pesquisas na internet quando li um artigo escrito por Ane Walsh (artesã perfumista) que achei delicioso e vou tentar aqui completar com a minha, ainda pouca, experiência. De uma forma simples percebemos as grandes diferenças entre os sabonetes industrializados e os que são realmente artesanais.

1- A matéria prima usada

Mesmo na manufactura do sabão há produtos e produtos e temos de ter o cuidado de os escolher. Na maioria das vezes, a base que se compra em lojas normais é feita recorrendo a produtos de origem animal. Este é um ponto que tenho sempre em atenção recorrendo a produtos vegetais. Ora, seja na escolha destes produtos seja quando se compra sabões ou sabonetes industrializados verificamos a existência de substâncias como o lauril para potenciar a produção de espuma. No entanto esta substância, quando enxaguada, lava a área onde foi aplicada mas, em contrapartida, também remove a humidade das camadas superiores da derme. Em pessoas com pele sensível (dadas a dermatites, acne, eczema, psoríase e sensibilidade química), as propriedades hidrófilas deste tipo de detergentes podem causar o ressurgir de problemas de pele ou piorar as condições já existentes.

Relembro que a espuma não lava, só castiga a pele. É ilusão pensar que espuma é o que limpa. Podemos obter uma limpeza perfeita apenas com óleos e cremes vegetais, sem qualquer tipo de espuma, ou seja, detergente zero.
No entanto, quando produzimos o sabão artesanal podemos escolher utilizar produtos naturais para fazer esse mesmo efeito de espuma, como por exemplo o mel ou o açúcar.
Tenho feito os meus sabões naturais apenas com óleos e produtos naturais, como azeite biológico, óleo de coco, óleo de palma, óleo de amêndoas doces, óleo de abacate, manteiga de cacau, manteiga de karité, todos de origem vegetal. Estes e tantos outros produtos só estão, normalmente, disponíveis, em lojas específicas ou importados. E claro, apostar em materiais de boa qualidade tem custos elevados.

2 – Quantidade

É claro que uma indústria precisa fazer grandes quantidades de produtos. Para isso tem de exagerar na segurança, pois uma perda de material pode ser catastrófica. Daí quando compramos os seus produtos temos que estar preparados para usar conservantes e antibióticos, muitas vezes de origem animal.
É claro que um sabonete industrial deve ter aroma característico e forte. Aroma é o melhor isco para prender o cliente.
Mas o aroma característico significa: sempre o mesmo, nunca mudar, ter sempre a mesma intensidade.
É óbvio que o aroma sintético é bem mais barato que o natural. Raro ou nenhum sabonete industrial tem aroma natural. Não seria comerciável. No entanto, produzir sabão artesanal é recorrer à natureza para suprir todo o odor industrial.
Eu tenho usado óleos essenciais 100% naturais, e preparo outros óleos essenciais recorrendo a macerações ou infusões de plantas.
Cada produção tem sido no máximo de 2 Kg de cada vez, tudo é feito à mão desde a recolha dos ingredientes até ao colocar da massa nas formas e o corte do sabão. Assim, a produção não pode ser muito grande.

3 - Padrão

O produto artesanal não tem um padrão. É quase impossível repetir a forma, a cor, o perfume. Cada experiência pode resultar num sabão completamente diferente.
Produzir manualmente permite escolher o aroma que queremos, a massa e os ingredientes. Podemos escolher a forma e a quantidade à medida dos nossos gostos pessoais. Bem como a decoração que pode ser exclusiva para cada gosto pessoal.
Este requinte não é possível com produtos industrializados.

4 - Qualidade

É claro que um produto assim não pode ter o mesmo preço que o feito na fábrica, porque também dá muito trabalho, desde o seu início. Leva muito tempo para ser feito.
Tem a formulação, a manufactura (que suja tudo e todos, portanto tem horas e horas de lavagem e limpeza). E ainda para quem se dedica à comercialização destes produtos tem também a fase de embalamento, a contabilidade, a remessa, viagens, os portes, as taxas alfandegárias, bancárias, de loja virtual, página, a propaganda e a venda. Em que todas as fases estão concentradas numa só pessoa, o artesão. É de facto, muito mais personalizado mas também muito mais trabalhoso.

5 - Ambiente

Também o impacte ambiental dos produtos artesanais, de origem vegetal, quer na fabricação quer no uso é tido em conta. É suposto o sabão artesanal não ser poluente. Portanto na produção dos meus sabões não utilizo qualquer detergente ou poluente de espécie alguma. Por isto, estes produtos respeitam a pele, as roupas e os perfumes que iremos usar.
Não agridem o ambiente, não nos agridem, deixando a pele fresca e saudável, sem a necessidade de muitos outros cosméticos para mantê-la assim. Esta é uma forma de economizar bastante no cuidado com a nossa pele.
Estes são os principais factores porque os sabonetes de fábrica e vendidos em massa não podem ser comparados com os que são realmente artesanais.


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Saboaria Artesanal - O Processo a frio


O processo de fazer sabão a frio, o tradicionalmente chamado Cold Process, é um processo que permite produzir uma barra de sabão artesanal desde a sua base. Garantimos assim uma qualidade superior a qualquer outro produzido industrialmente.
Esta é uma técnica muito antiga em que essencialmente vamos misturar gorduras com uma base alcalina que através de uma reacção química chamada de "saponificação" vai produzir o sabão. Ou seja, no final, não existem nem gorduras nem base alcalina, mas sim sabão!
Esta reacção química vai decorrer de forma gradual, nas primeiras 24 a 48 horas.  Depois pode-se proceder ao corte do sabão e aí é necessário aguardar cerca de 4 semanas deixando-se o sabão a curar. Nesta ultima fase qualquer resíduo da base alcalina e qualquer líquido vão-se evaporar. 
Depois deste período teremos um sabão de qualidade inigualável com propriedades excepcionais!

Deixo aqui uma breve foto reportagem do processo a frio!
Grata à fotografa :)
©mvieira



Esta é a drogaria do Pinheiro. Desde que comecei a fazer sabão é lá que vou para comprar algumas das matérias primas e utensílios, nomeadamente o hidróxido de sódio e a água destilada.


Não só vou comprar como também dar dois dedos de conversa com o Sr. Martins! Sempre simpático, atencioso e até brincalhão, sempre pronto a dar os seus conselhos de quem já gere uma loja há 60 e tal anos.

Entre as matérias primas vou separar as plantas que quero utilizar no sabão. Aqui é um saquinho de alfazema de origem biológica que comprei à Margarida Val do Rio e que adoro! 



Além de poder macerar em azeite (o rei dos óleos vegetais no mundo da saboaria portuguesa) podemos também fazer infusões de plantas e ervas que queremos transmitir as suas propriedades para o sabão. 






Tendo previamente escolhido/elaborado a nossa formula (que terá de ter em conta o índice de saponificação de cada gordura) vamos pesar cada óleo, misturá-los e aquecer até uma temperatura de 40.º a 45.º C





Pesamos o hidroxido de sódio (vulgarmente conhecido como soda caustica ) tendo sempre em conta que estamos a lidar com produtos que vão processar uma reacção química pelo que é necessário medidas de segurança acrescidas aquando da sua manipulação.


Passamos à fase de diluição do hidróxido de sódio. Verte-se este produto na água e nunca ao contrario.

Entre as medidas de segurança destaca-se o uso de luvas, máscara e óculos de protecção bem como mantermo-nos num local arejado.

Mexemos até completa dissolução. Esta solução vai subir bastante de temperatura pelo que deixamos que arrefecça até cerca de 40º a 45ºC




Enquanto a solução arrefece podemos ir preparando o molde que vamos utilizar que deve ser revestido com papel vegetal.


Escolhemos os aditivos, como por exemplo argilas e os óleos essenciais.

E pesamos deixando-os já prontos para posterior incorporação.


Quando estiverem mais ou menos à mesma temperatura vamos fazer a mistura, vertendo lentamente a solução nas gorduras. É importante manter uma garrafa de vinagre por perto uma vez que este tem po poder de neutralizar qualquer gota de solução caustica ou da própria massa que entre em contacto com a nossa pele.


Incorporamos bem e vamos mexendo alternando entre a colher de pau e a varinha mágica.


O tempo que precisamos estar a mexer vai depender da temperatura, dos óleos usados e até da varinha mágica.


Quando conseguirmos que a massa fique com o aspecto da maionese, atingimos a ponto perfeito, normalmente chamado de traço.


Aqui foi previamente reservado um pouco de massa, em traço leve para poder juntar e dissolver a argila que já tinha anteriormente pesado.


Juntamos esta mistura à massa.


E podemos criar alguns efeitos que se vão reflectir na barra de sabão final.



Juntamos por final os óleos essenciais, devidamente pesados de acordo com a formula.


E colocamos a massa no molde. 



Podemos ainda criar efeitos que vão tornar o sabão ainda com melhor aspecto.


O sabão fica num local seco e coberto durante cerca de 24 horas. Após as quais estará, em principio, pronto a desmoldar.


Podem também ser usadas formas de silicone.


E voilá, aqui temos o nosso sabão pronto a cortar em barras.


Depois do corte as barras devem permanecer durante cerca de 4 semanas a curar. Só então podem ser utilizadas. Para controlo de qualidade podemos ainda proceder à medição do ph.


21 comentários:

  1. gostaria de receber receitas e onde comprar a materia prima. para fazer

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    1. Olá Sueli, é do Brasil ou Portugal? Aconselho sempre a fazer uma formação inicial para perceber todo o processo, ficar ciente de todas as regras de segurança e principalmente saber quando uma receita encontrada na internet está correcta ou não e assim mais tarde poder formular as suas receitas. Se for de Portugal posso lhe aconselhar tanto formações como locais de compra de materias primas. Se for do Brasil, com certeza existem mais referencias mas aconselho as que conheço: Roberto Akira ( http://www.japudo.com.br/ ) e Amouri Amof (http://aromachik.blogspot.pt/ ). Bons sabões :)

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  2. VOCÊ DEU TODO O PROCESSO MAS NÃO DEU A FORMULA, PORQUE?

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    1. Olá Haroldo, a maior parte das pessoas procuram formulas e receitas, mas sem saber e conhecer todo o processo, todas as regras de elaboração, todos os conceitos de saboaria, como saponificação, sobre-engorduramente ou desconto da soda, essencias e óleos essenciais e tantos outros, e mais importante todas as regras de segurança. Se seguir uma receita sem conhecer tudo isto, não sabe sequer se essa receita é boa, para que serve esse sabão e muito menos se está bem elaborada ou até é perigosa (como tantas receitas que se vêem publicadas online e têm mais que excesso de soda - tornando extremamente perigoso esse sabão! Por isso acho muito importante as pessoas conhecerem tudo o que envolve a saboaria, pesquisarem e aprenderem a fazer as suas próprias formulas. Existem muitos bons cursos e workshops onde se pode aprender as regras básicas e tirar todas as dúvidas! É o que aconselho sempre a fazer! E depois é uma eterna aprendizagem! Onde vamos contribuindo todos, entre blogs e artigos :)

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  3. Boa noite
    Quais os contactos para Portugal?

    Obrigada

    Nídia

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  4. Olá Nídia! Pretende saber os contactos de fornecedores de matérias primas para Portugal?
    Deixo aqui os que conheço:
    http://plena-natura.pt
    www.almadaflor.pt
    http://www.pureorganic-pt.com
    http://oleosessenciais.webnode.pt
    http://www.ayur.com.pt
    Lojas O Celeiro
    Lojas de produtos naturais

    Espero ter ajudado :)

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  5. Olá Catarina, estes links que forneceu são de apenas de fornecedores e não de formação, sabe onde poderei ter formação sobre este assunto? Gostaria de aprender a fazer sabões naturais eorgânicos para mim e para a família :) Obrigado

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    1. Olá Carina, dou formação sobre o método tradicional de fazer sabão! Vai gostar de certeza de saber fazer e usar os seus próprios sabões :) Se estiver interessada envie-me um email e dou-lhe mais detalhes.
      Grata!

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    2. Boa noite também queria ter formação! Obrigada

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  6. Olá Catarina! Para montar o seu negócio, teve de investigar sobre legislação em Portugal? Quais os regulamentos para esta área? Obrigada

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    1. Bom dia! Sou uma apaixonada pelos produtos naturais mas não me dedico em termos profissionais à sua comercialização nem estrutura de negócio. Mas sim, deve-se estar sempre a par da legislação aplicável
      aos produtos cosméticos a partir do momento em que se passa a colocar estes produtos no mercado e a comercializá-los. Para saber toda as regras aplicáveis à comercialização de produtos de cosmética deve consultar o Regulamento (CE) N.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009 e o Decreto-Lei n.º 189/2008,
      de 24 de setembro. Espero ter ajudado! Existem já alguns consultores em Portugal que apoiam na regulamentação da actividade. De facto, é um processo algo burocratico (licenciamento da actividade, licenciamento municipal do espaço de produção, certificação dos produtos, e comunicações várias e diversas entidades, etc) que talvez mereça o acompanhamento de tecnicos especializados! Espero ter ajudado!

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  7. Bom dia Catarina. Gostaria de lhe dizer que também sou apaixonado por sabão artesanal, sendo o meu método preferido o cold process, mas fico muito triste quando faço todo o processo e me corre tudo bem até à altura de juntar as essências aos óleos.Aí começaca ficar um traço kuito duro, rápidamente, sem me dar tempo sequer de juntar qualquer aditivo mais. Fica duro, quase impossível de colocar no molde.
    Se souber o porquê disso acontecer ajude-me por favor, pois sinto-muito frustrada em não completar o processo como gostaria.
    Já li muita informação, uso a soap calc para as minhas receitas, vi muitos vídeos e ainda assim nãonmpercebo porquê. A essência que tenho usado é rosas ou flor de laranjeira e camomila.Terá algo a ver? Ou será por a essência não estar à temperatura do óleos??
    Se puder ajude-me a desvendar o meu fracasso.
    Obrigada,

    Sandra

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    1. Olá boa tarde.

      Acabei de publicar um post sobre os óleos essenciais. Veja aqui http://fios-deseda.blogspot.pt/search/label/%C3%93leos%20essenciais

      Espero que ajude! :)
      Catarina

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  8. Boa noite

    Sou professor numa escola do 1 ciclo e este ano iniciámos um projeto com os alunos que nos permita desenvolver produtos de higiene e limpeza, totalmente naturais, eficazes e seguros, para substituir os produtos comerciais, utilizando plantas do nosso horto escolar, nomeadamente a planta saponária e plantas aromáticas. No entanto, preocupa-nos a segurança e a eficácia dos produtos e não se pode confiar cegamente nos processos disseminados pela internet.
    É também objetivo deste projeto a divulgação pela comunidade destes produtos ambientalmente sustentáveis.
    Assim, gostaria de saber do seu interesses e disponibilidade para, de alguma forma, nos ajudar a desenvolver este projeto.

    Cumprimentos

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  9. Olá.
    Antes de mais parabéns pelo Blog tem muita informação interessante.
    Depois de ler este artigo fiquei com uma dúvida.
    A soda para fazer sabão por cold process, além da pureza mínima de 99%, que mais requisitos temos que ter atenção?
    Ela é diferente da utilizada para desentupir canos?
    Onde podemos comprar sem ser lojas online?

    Obrigada!

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    1. Olá Claudia, muito obrigada pelas suas palavras.

      A soda caustica deve ser comprada em fornecedores idóneos porque existe adulteração, principalmente com cloreto de sódio, o sal de cozinha. Deve usar-se a que tem concentração mínima de 97%. Eu por normal encontro a 99%.

      Pode comprar hidroxido de sódio em drogarias ou em hipermercados.
      Eu costumo comprar em drogarias e gosto da marca SPD (Sociedade Portuense de Drogarias SA).
      Este hidroxido de sódio não é o mesmo que encontra em embalagens para desentupoir canos. Pode conferir a lista de ingredientes utilizados nesses produtos.
      Para fazer sabão necessita da solução alcalina pura (ou pelo menos 97%) e não de uma mistura de ingredientes.
      Pode ver o processo Passo-a-Passo para elaboração de sabão por Cold Process aqui: http://fios-deseda.blogspot.pt/2013/09/saboaria-artesanal-o-processo-frio.html.

      Tenha em atenção as receitas que utiliza, assegurando-se que estão elaboradas de acordo com as regras basicas de equilibrio e segurança.

      Cumprimentos
      Catarina

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  10. Boa tarde .
    Gostava de saber onde posso fazer uma formação sobre como fazer sabão artesanal.
    Obrigada.
    Fabiana

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    1. Olá Fabiana, em que zona do pais reside?
      Pode enviar-me email e dou-lhe mais informações ou contactos, caso não seja da zona do Porto.
      Cumprimentos,
      Catarina

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  11. Bom dia!
    Sabe onde posso encontrar corantes em pó?
    Obrigada,
    Rita

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  12. Bom dia Rita, pode procurar em fornecedores de matérias primas para saboaria e cosmética artesanal. Deverá ter sempre em consideração se os corantes são indicados para uso cosmético. Em Portugal pode ver por exemplo em Plena Natura e no estrangeiro em Aromazone, Granvelada ou Jabonarium, e NewDirections.

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